Agraciados em 2025

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Ani Heinrich Sanders (Produtora rural)
Ani Heinrich Sanders
Produtora rural e defensora da participação feminina no agronegócio, atuou como Embaixadora das Mulheres do Agro do Nordeste do Brasil por três anos consecutivos. Desde 2022, coordena o movimento “Mulheres que Fazem Progresso” e integra a Comissão Nacional das Mulheres do Agro. É fundadora do Movimento Mulheres de Fibra, iniciativa voltada para a integração e o protagonismo de mulheres do campo e da cidade.

Antonieta de Barros (in memoriam) (Primeira mulher negra a ser eleita deputada estadual no Brasil)
Antonieta de Barros (in memoriam)
Primeira mulher negra eleita Deputada Estadual no Brasil, dedicou sua atuação parlamentar ao combate ao analfabetismo e à defesa da formação intelectual das mulheres como instrumento de emancipação política e social. Jornalista engajada, tornou-se símbolo da resistência ao denunciar injustiças e reivindicar direitos femininos. Em 2023, seu nome foi incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

Bruna dos Santos Rodrigues (Juíza de Direito do TJCE)
Bruna dos Santos Rodrigues
Juíza de Direito no Tribunal de Justiça do Ceará e Juíza Auxiliar da Presidência do Tribunal Regional Eleitoral do mesmo Estado, atua em prol da educação para a cidadania e da equidade de gênero. No Conselho Nacional de Justiça, integrou grupo de trabalho para a elaboração de medidas contra a violência doméstica sofrida por mulheres. Faz parte do Movimento Paridade no Judiciário, que defende a indicação de uma ministra negra ao Supremo Tribunal Federal.

Conceição Evaristo (Escritora)
Conceição Evaristo
Linguista e escritora, tem sua obra composta por poemas, contos, romances e ensaios traduzidos para diferentes idiomas. Em 2024, foi eleita para a 40ª cadeira da Academia Mineira de Letras. Ao longo de sua trajetória, recebeu diversas homenagens por denunciar, por meio da literatura, o feminicídio e a violência contra a mulher como práticas naturalizadas pela sociedade.

Cristiane Rodrigues Britto (Ex-Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos)
Cristiane Rodrigues Britto
Foi Ministra do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos em 2022. Advogada especializada em Direito Eleitoral, atua pela maior inserção feminina na política e pelo combate à exploração sexual de crianças e adolescentes. Ocupou o cargo de Secretária Nacional de Políticas para Mulheres e é palestrante em cursos de formação política para mulheres. Integra grupo de pesquisa sobre liderança feminina na política no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).

Elaine Borges Monteiro Cassiano (Reitora do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul – IFMS)
Elaine Borges Monteiro Cassiano
Primeira mulher eleita para o cargo de reitora do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), posição que ocupa desde dezembro de 2019. Graduada em Administração e Contabilidade, é Doutora em Ciências Ambientais e Sustentabilidade Agropecuária, Mestre em Gestão Agroindustrial e possui especializações em Gestão de Pessoas e Docência. Além de sua atuação acadêmica, é palestrante em temas como Avaliação de Desempenho e Liderança.

Elisa de Carvalho (Pediatra e Professora)
Elisa de Carvalho
Médica com especialização em gastroenterologia e hepatologia pediátricas, tem uma produção científica de impacto nacional e internacional. Mestre e Doutora em Ciências da Saúde, foi Chefe da Unidade de Pediatria do Hospital de Base do Distrito Federal e Presidente da Sociedade de Pediatria Distrital. Destacou-se como uma das idealizadoras do Hospital da Criança de Brasília, referência nacional na assistência pediátrica.

Fernanda Montenegro (Atriz)
Fernanda Montenegro
Conhecida como a "grande dama da dramaturgia brasileira", construiu uma carreira de mais de sete décadas no teatro, cinema e televisão, tornando-se uma das maiores referências culturais do país. Em 1999, foi a primeira brasileira indicada ao Oscar de Melhor Atriz, por seu papel no filme “Central do Brasil”. Em 2013, recebeu o Emmy Internacional por seu trabalho em “Doce de Mãe” e, em 2021, foi eleita para assumir a cadeira 17 da da Academia Brasileira de Letras, consolidando sua importância na cultura nacional.

Fernanda Torres (Atriz)
Fernanda Torres
Atriz reconhecida por sua versatilidade, construiu uma trajetória marcante no teatro, cinema e televisão, transitando entre papéis dramáticos e cômicos. Protagonizou o longa Ainda Estou Aqui, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025. Pelo mesmo papel, foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz e venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Cinema – Drama. Além da atuação, destacou-se como escritora, cronista e roteirista, ampliando sua contribuição para a cultura nacional.

Janete Vaz (Empresária)
Janete Vaz
Cofundadora e Vice-Presidente do Grupo Sabin, rede de referência em medicina diagnóstica no Brasil, com presença em nove estados e no Distrito Federal. Formada em Bioquímica, com MBA em Gestão de Negócios e Gestão Empresarial, foi eleita uma das Melhores Gestoras de Empresas do Brasil pela Revista Valor Liderança por dois anos consecutivos. Defende o empreendedorismo feminino e o fortalecimento da presença das mulheres no mundo dos negócios.

Jaqueline Gomes de Jesus (Psicóloga e Professora)
Jaqueline Gomes de Jesus
Professora no Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e na Fiocruz, atua na defesa dos direitos humanos, com foco em raça e gênero. Primeira gestora do sistema de cotas para negros da Universidade de Brasília (UnB), colaborou na formulação do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde dos Servidores Públicos Federais. Em 2017, recebeu a Medalha Chiquinha Gonzaga, por indicação de Marielle Franco, tornando-se a primeira mulher trans a receber a honraria.

Joana Marisa de Barros (Mastologista)
Joana Marisa de Barros
Médica mastologista com trajetória dedicada à saúde da mulher, é reconhecida pelo compromisso no combate ao câncer de mama, uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil. Fundadora e Conselheira da ONG Amigos do Peito, instituição que há mais de duas décadas realiza campanhas de conscientização, prevenção e custeio de biópsias para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Lúcia Willadino Braga (Neurocientista, Presidente e Diretora Executiva da Rede Sarah)
Lúcia Willadino Braga
Presidente da Associação das Pioneiras Sociais (APS) – Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação desde 2007. Liderou a expansão da Rede SARAH para nove unidades no Brasil, beneficiando anualmente mais de um milhão e meio de pacientes. Pós-Doutora em Neurociências, suas pesquisas e métodos de reabilitação são referência internacional. Em 1999, tornou-se a primeira mulher a receber o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Reims, na França.

Maria Terezinha Nunes (Coordenadora da Rede Equidade)
Maria Terezinha Nunes
Advogada e servidora pública. É conteudista do Curso Dialogando sobre a Lei Maria da Penha no Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) e já coordenou o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça no Senado Federal. Esteve à frente do Comitê Permanente pela Promoção da Igualdade de Gênero e Raça e, desde 2022, coordena a Rede Equidade, uma colaboração entre 33 instituições públicas federais pela inclusão, diversidade e equidade na administração pública.

Marisa Serrano (Ex-Senadora por Mato Grosso do Sul)
Marisa Serrano
Primeira mulher eleita a ocupar uma vaga no Senado Federal pelo Mato Grosso do Sul. Em 1977, foi a vereadora mais votada de Campo Grande. Em 1994, elegeu-se deputada federal e participou da elaboração do Plano Nacional de Educação. Comandou o PSDB Mulher entre 2001 e 2005 e encerrou sua carreira política como Conselheira do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul, sempre defendendo a ampliação da presença feminina na política como caminho para reduzir a desigualdade de gênero.

Patrícia de Amorim Rêgo (Procuradora de Justiça do MPAC)
Patrícia de Amorim Rêgo
É Procuradora de Justiça no Ministério Público do Estado do Acre, destacando-se pela criação do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), a primeira unidade do tipo no Estado. Ela também idealizou o Observatório de Gênero, uma ferramenta para análise de dados sobre violência contra a mulher, e o "Feminicidômetro", voltado para a prevenção do feminicídio. Seu trabalho tem sido uma referência na formulação de políticas públicas, o que lhe rendeu diversos prêmios de entidades públicas e privadas.

Tunísia Viana de Carvalho (Ativista dos direitos maternos e infantojuvenis)
Tunísia Viana de Carvalho
Mãe de Haia, ativista de direitos maternos e infantojuvenis, tornou-se símbolo de resistência para mulheres vítimas de violência no exterior. Sobrevivente de violência doméstica, foi processada por subtração internacional de sua filha, com base na Convenção de Haia. Atuou como Colaboradora do Grupo de Apoio a Mulheres no Exterior (GAMBE) e luta em defesa de crianças contra genitores agressores, sendo uma figura de referência na luta contra o abuso e na proteção de direitos.

Virgínia Mendes (Primeira-dama do Estado do Mato Grosso)
Virgínia Mendes
Primeira-dama do Estado do Mato Grosso, lançou o Programa SER Família Mulher, que oferece auxílio financeiro às vítimas de violência doméstica sob medida protetiva, e articulou para a implantação da Superintendência de Políticas Públicas para as Mulheres na Polícia Judiciária Civil. Entre honrarias recebidas estão as de Madrinha do Banco da Mulher – Desenvolve MT e a de Madrinha de assistidas do MT Mama.

Viviane Senna (Presidente do Instituto Ayrton Senna)
Viviane Senna
É Presidente do Instituto Ayrton Senna, organização dedicada à promoção da educação de qualidade para crianças e jovens. Psicóloga e irmã do tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna, foi indicada como uma das “50 Futuros Líderes Latino-Americanos do Novo Milênio” pela CNN e pela Revista Time. Em 2002, foi nomeada para o Grupo Amigos Adultos do “Prêmio das Crianças do Mundo”, ao lado de Nelson Mandela, e ajudou a fundar o comitê técnico do movimento "Todos pela Educação", com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino para crianças e jovens carentes.